17.8.09

Christina Aguilera trabalha em parceria com M.I.A.

por dside music blog

Christina Aguilera já havia anunciado a participação das bandas Goldfrapp, Ladytron e Sia em seu novo trabalho, cujo nome ainda não foi divulgado e que pode ser lançado ainda neste ano. Agora, a cantora pop declarou que também está trabalhando com a artista-sensação M.I.A para o álbum. O fato surpreende, pois mostra uma nova tendência por parte de Aguilera - até aqui uma simples cantora de pop comercial com alguns hits sofríveis e, para a crítica, alguém totalmente descartável.

Para os fãs de M.I.A., porém, a notícia não é chocante. Antes de ganhar visibilidade mundial devido à inclusão de seu hit 'Paper Planes' na trilha sonora do filme 'Slumdog Millionaire' ('Quem quer ser um milionário?'), a britânica já era famosa no circuito alternativo por utilizar elementos de gêneros musicais estigmatizados. Talentosa e desprovida de preconceitos, M.I.A sabe absorver influências distintas e transformá-las em algo realmente inovador. Nada mais natural, portanto, que aceitasse o desafio de tocar com a 'señora' Aguilera nesse disco que esperaremos com ansiedade e, admita-se, um pouco de medo.

16.8.09

[Review] - Who's Lady Gaga after all?

por Rafael Maia

Depois do boom inicial, da hypezação e até de ser chamada por Kanye West de 'a nova Madonna', em quem a idade já deixa suas marcas, quem é essa tal de Lady Gaga, afinal?


Nascida em Yonkers, EUA, em 1986, Stefani Joanne Angelina Germanotta se tornou Lady Gaga por motivo que não é difícil imaginar: Radio Gaga, do Queen, de 1984. Ela começou dentro do mundo do entretenimento como compositora. Britney Spears, Fergie e The Pussycat Dolls já cantaram suas músicas. Em 2008, a menina de 23 anos lançou seu primeiro CD, The Fame, com um propósito claro: mais do que fazer todo mundo dançar, Gaga propunha ser a nova sensação da música pop, ou como ela mesma se intitulou no recente vídeo para 'Paparazzi', a nova 'It Girl'.




Não deu outra, foi isso mesmo que aconteceu. Ela tomou rapidinho as paradas da Europa e dos EUA com os dançantes singles de 'Just Dance' e 'Poker Face'. Não dá pra dizer que a menina é ruim. Tudo ali é pensado, da peruca do dia ao sapato extravagante, às declarações polêmicas, às aparições excêntricas. Tenho a impressão de que nada foge ao controle de Gaga. E isso é bom, na verdade. Aos 23 anos, ela é uma artista segura, que dança muito bem, tem boas ideias de performance, sejam elas irreverentes ou exageradas, sabe como entreter e tem uma voz, digamos, compatível com o tipo de música que canta.

E aí não tem como não comparar com a Madonna mesmo. Recentemente, em entrevista-coletiva do álbum 'Hard Candy', quando perguntada sobre como ela se via no início da carreira, Madonna respondeu que ao assistir a vídeos como 'Like a Virgin', por exemplo, o que ela vê é uma menina inocente e desesperada por sucesso e reconhecimento.




É meio difícil discordar de que, apesar da idade, Madonna é a grande força, não só da música pop, mas do universo icônico produzido pelo mundo pop responsável por buscar novos olhares em um terreno em que visões-gêmeas disseminam-se cada vez mais. Com Madonna envelhecendo, aparece a necessidade natural de alguém que a substitua.

Essa situação, ao que me parece, explica um pouco a hypezação em torno da figura de Lady Gaga. Britney Spears, a ex-futura-sucessora tá mais pra lá do que pra cá. A Christina Aguilera, enfim, dispensa comentários. Toda essa meninada da Disney, de Miley Cyrus a Demi Lovato, não deve nem respirar sem que alguém mande.



Há, na música pop, hoje, excelentes e respeitadas cantoras performáticas, como Shakira, Beyoncé ou Rihanna, mas nenhuma que se proponha de fato a seguir a trilha do pop ousado, quebrador de paradigmas e essencialmente feito para dançar, que é o da Madonna. Lady Gaga era a pessoa certa, na hora certa, que encontrou as pessoas certas e produziu o álbum que todo mundo queria ouvir.

Mas, acima de tudo, eu tenho para mim o fato de que Lady Gaga quer ter em menos de um ano de mainstream, por assim dizer, o que Madonna construiu em mais de 20 anos de carreira. Toda essa montagem excessiva e a necessidade de criar polêmicas me soa frágil e me parece, principalmente, uma tentativa desesperada de ser famosa.




O sucesso de Lady Gaga é urgente, é pra ontem. Existe certa urgência da moça em querer ser reconhecida e rule a little part of the world, assim como Madonna disse ser lá nos anos 80. E isso tem acontecido de uma forma tão intensa, o número de informação que consumidores de música recebem dela toda semana é tão grande que me deixa confuso sobre quem, na essência, Lady Gaga é. Às vezes penso que ela quer ser tudo, mas acaba sendo nada, não tendo uma imagem própria e original, valendo-se de pedaços de vários artistas para formar a sua. A única certeza que me resta quanto a ela é que é cedo, muito cedo, para fazer comparações tão grandiosas com artistas como Madonna, que tem 11 álbuns lançados e mais de 200 milhões de cópias vendidas. No mundo da música, Lady Gaga ainda é peixe pequeno.

15.8.09

Fotos exclusivas do Little Joy para você ficar com invejinha

por dside music blog


Inveja? Bom, houve dois shows aqui em Porto Alegre. O primeiro, que aconteceu no primeiro semestre desse ano e ao qual eu não fui, estava cheio, lotadinho. E amigos disseram que foi um show 'institucional', para divulgar a banda mesmo. Músicas na ordem do CD e tocadas ao vivo tal qual foram gravadas para o álbum. A banda estava no começo, não haviam feito muitos shows ainda. A gente dá um desconto.

Para minha alegria, aconteceu outro show anteontem. Para minha infelicidade, não pude ir por compromissos de trabalho. Mas, de novo, amigos que foram disseram que a banda estava mais solta, o show foi mais gostoso. Eles pareciam estar mais conectados entre eles e com a música que fazem e isso, evidentemente, refletiu no som passado para o público. E aí que entra a invejinha, e também por causa das fotos enviadas pelos queridos @henriquebauce e @diegomarcon, que também tem um blog e um site bacanas, o Blog do Diego e o Site do Diego Marcon. Passem lá.










Amarante cantando daquele jeito que o Bruno descreveu num post abaixo

Moretti, sempre querido (?), tirou foto sorrindo ao lado do @henriquebauce, mas ele ficou com vergonha e não disponibilizou pra gente


Binki Shapiro com fitinha amarela para poder entrar depois que sair

Banda estava mais conectada com público

Thoughts? Foi ao show e achou o Little Joy meio chué? Ou achou uma maravilha e ficou com vontade de morar junto com os três? Comente aí!


Ouça Flashy Python, projeto paralelo do frontman do Clap Your Hands Say Yeah

por dside music blog

O Flashy Python, grupo que conta com o frontman do Clap Your Hands Say Yeah, Alec Ounsworth, disponibilizou integralmente o seu álbum de estreia, 'Skin and Bones', para 'streamming' gratuito.
Esse trabalho pegou muitos fãs de surpresa, uma vez que não houve nenhum tipo de divulgação precedendo o lançamento. Algumas músicas são velhas conhecidas do público: 'Let us Hallucinate Together', por exemplo, faz parte da setlist que o Clap Your Hands Say Yeah toca ao vivo. 'Obscene Queen Bee' já havia sido disponibilizada, com outro título e letras, no MySpace de Ounsworth, anos atrás. No geral, 'Skin and Bones' deve agradar aos fãs de Clap Your Hands Say Yeah, uma vez que a marca pessoal de Ounsworth permeia todas as faixas. Você pode ouvir o álbum gratuitamente através da caixa abaixo, ou acessando este link, onde também é possível comprá-lo em vinil, CD ou MP3.

14.8.09

'Relator', de Pete Yorn e Scarlett Johansson, cai na rede

por dside music blog

Começou a rodar pela internet o vídeo da música 'Relator', com Pete Yorn e cantora-atriz Scarlett Johansson. A música, composta pelos dois, é o primeiro single do cd 'Break Up'.




Relator é bem mais palatável do que as músicas do primeiro álbum da atriz, o chato e difícil de ouvir 'Anywhere I Lay My Head', mas, ainda assim, ela me soa um tanto fanha e desconfortável na frente do microfone. A graça da música começa quando Pete toma os vocais.

O álbum 'Break Up' é um projeto de duetos encabeçado por Pete com a beleza de Johansson, que foi gravado em 2006 e deve estar nas lojas a partir do dia 15 de Setembro.

Les Paul, inventor da guitarra elétrica, morre em Nova York

por dside music blog

Morreu hoje, por complicações causadas por uma pneumonia, Les Paul, 94 anos, responsável pela criação das guitarras elétricas de corpo sólido, em 1941.


Grande fã de country e jazz desde criança, e insatisfeito com o som que guitarras acústicas faziam, aos 13 anos, Paul experimentou colocar um telefone fora do gancho debaixo das cordas de uma guitarra por sua capacidade de transformar sinais elétricos em som audível. Nasceu assim a guitarra elétrica.

Mais do que necessário para o nascimento do rock, a introdução deste instrumento no modo de se fazer música foi essencial para que ela se tornasse o que se ouve atualmente nas rádios, o que se vê nas lojas de CD e o que se compra ou se baixa online.

Dave Berryman, presidente da Gibson, empresa que vende seus intrumentos, afirmou em entrevista à BBC News que como pai da guitarra elétrica, Paul não foi somente um dos grandes inovadores do universo da música, mas uma lenda viva, que criou, inspirou e contribui para o sucesso de músicos em todo o mundo.

13.8.09

[Review] - Little Joy, vida e obra (2008 e além)

Por Bruno Cobalchini Mattos


Sustento a teoria de que, na época do Los Hermanos, o Camelo fazia música pra mina que fugiu dele no dia anterior; o Amarante, pra mina que fugiu com ele no dia anterior.* Mas de lá pra cá as coisas mudaram: a vida sentimental do Marcelo Camelo virou material pra coluna de fofoca. Rodrigo Amarante, por sua vez, casou-se, e agora se contenta em segurar vela pro casal de amigos Fabrizio Moretti (baterista dos Strokes) e Binki Shapiro, moça de belíssima expressão (tanto vocal quanto visual).

Para além da beleza de Binki Shapiro e da presença de um indie famoso, vejamos o que a banda tem a nos oferecer. Não muito, à primeira vista. Em uma primeira audição, fica a impressão de que temos aqui uma mistura de elementos dos Strokes, com uma ou outra canção que poderia estar em um álbum do Los Hermanos. Uns toques de Velvet Underground'também, o que acaba parecendo... Strokes. A diferença maior fica por conta do clima de praia, contrastando com o quinteto nova-iorquino.



Mas não se tratam das praias cariocas com que os fãs do Amarante estão acostumados. Não, o negócio aqui é Califórnia – com direito a todo o êxtase do clichê. Apesar de não trazer nada de novo, o disco esconde uma pérola. É a mui bela 'Unattainable', cantada pela também mui bela Binki. É uma das canções românticas mais fofinhas lançadas nos últimos anos. Ao menos no vídeo de divulgação – a versão do álbum (homônimo, lançado no ano passado), apesar de boa, parece pedir por um pouquinho mais de espontaneidade. Outro ponto alto do disco é 'Brand New Start', uma balada pop gostosinha. Lembra tanto trilha de novela de verão que acabou virando... trilha de novela de verão.

'How to Hang a Warhol', uma das músicas que mais lembra Strokes, segue a linha de outro clichê, bem mais divertido do que o californiano: a piada cult contra os cults. Vide clipe abaixo, não-oficial, feito por fãs. Não entendi se era pra ser uma piada com o
Velvet Underground; se era, falhou. Mas dá pra rir – e a música, mesmo soando familiar, é razoável.



É preciso encarar os fatos: o repertório é muito derivativo, as gravações , no geral, não são boas e, consequentemente, o disco deixa muito a desejar. No fim, a sensação é de que o Little Joy deveria lançar um DVD acústico, na linha do Luau MTV. Ainda assim, a banda pode funcionar pra algumas pessoas em audições esparsas. É um pop acessível e sereno; as melodias acabam ficando na cabeça. Pode ser legal pra ouvir no verão, depois do almoço, deitado na rede e sem compromisso, apesar de metade das músicas ser fraca É banda pra esquecer daqui a alguns anos? Talvez, não sei.

Mas lembrarei sempre da experiência de ter visto a apresentação deles em Porto Alegre em fevereiro desse ano, no Opinião. A temperatura no ambiente de 50º. Show de quarenta minutos, porque Fab e Amarante não quiseram tocar canções das suas bandas de origem. O que achei digno, a propósito. Para quem quiser vê-los ao vivo, com repertório aumentado e risco de gripe suína, eles tocam em Porto Alegre hoje. Apresentam-se também amanhã no Rio de Janeiro e no sábado em São Paulo. Informações para a compra de ingressos em http://littlejoynobrasil.com.br

* Não insinuo aqui relação entre tais eventos.